16.09.2019 às 15:28

Intermodalidade contribui para redução da emissão de gases do efeito estufa na atmosfera

AMG Mineração é um dos clientes que optou por ferrovia após conhecer os benefícios do modal

Se antes era uma tarefa complicada quantificar a redução da emissão de dióxido de carbono com a migração para o modal ferroviário, com o lançamento da calculadora de CO² desenvolvida pela MRS, determinar esse resultado ficou mais fácil. A ferramenta calcula, especificamente, a redução da emissão de CO² com base em características de cada transporte. Os resultados podem, então, ser usados para definir metas, orientar tomadas de decisões sustentáveis, reduzir custos e permitir que empresas compensem as emissões de suas atividades de transporte.

“A solução logística proposta pela MRS ganha competitividade com a redução da emissão de CO2 no meio ambiente, principalmente, quando o cliente enxerga valor nesse cálculo. Sempre citamos a ferramenta em nossas reuniões e, quando solicitado, enviamos o cálculo da redução nas propostas em função da solução logística apresentada. A ferramenta é super interessante, pois permite que os próprios clientes simulem diferentes cenários logísticos e seus respectivos resultados. O cálculo da redução de emissão de CO² mostra como a utilização da intermodalidade, com a inserção da ferrovia na cadeia logística, pode contribuir para tornar o processo mais sustentável e permitir ganhos, como créditos de carbono, reputação da companhia e linhas de crédito junto a instituições financeiras”, explica o coordenador de Industrializados e Granéis Felipe Esquerdo.

A AMG Mineração é cliente da MRS desde maio de 2018 e já se beneficia da significativa redução de emissões com o transporte ferroviário. Com capacidade produtiva de 90 mil toneladas por ano de concentrado de espodumênio, mineral que apresenta em sua composição química o lítio, estima-se que a companhia emitiria, considerando o modal rodoviário, 1727 toneladas de CO² por ano. Já no transporte ferroviário, a empresa emite apenas 652 toneladas de CO² anualmente. Na comparação entre os modais, isso representaria uma redução de 62%.  Segundo o analista de Planejamento da mineradora Rodinei Nunes, essa conta fez a diferença para que a empresa optasse pelo transporte intermodal.

“As vantagens oferecidas pelo modal ferroviário vão ao encontro da meta corporativa do grupo AMG denominada 20/20, que tem como objetivo a redução de 20% na geração de resíduos, no consumo de água e na emissão de CO2 até o ano de 2020. Quando estávamos na fase de decisão sobre qual modal utilizar, insistimos muito para saber o quanto reduziríamos de emissão de CO². Além desse benefício, ao optar pela ferrovia, estamos reduzindo o número de carretas rodando nas estradas, aproximadamente, 270 caminhões todos os meses, colaborando também para a redução das chances de acidentes”, conta Nunes.

Para transportar o minério, foi desenvolvida uma solução multimodal rodoferroviária. A carga segue de caminhão da planta do cliente em Nazareno (MG) para o terminal de Itutinga (MG), onde é estufada em contêiner pela Link, operador logístico do terminal. De lá, inicia-se o transporte ferroviário com destino aos portos de Itaguaí (RJ) e Santos (SP).

Por MRS