24.11.2017 às 11:45

Novo Terminal Intermodal de Jundiaí vai aumentar eficiência das empresas da região no acesso ao Porto de Santos

Malha da MRS é uma das principais formas de acesso ao Porto de Santos. Solenidade de lançamento acontecerá na terça-feira, 28, na sede da Prefeitura


A partir de dezembro, as regiões de Jundiaí e Campinas (SP) contarão com uma solução mais eficiente e competitiva para exportações, importações e logística doméstica via ferrovia até o Porto de Santos. Construído junto à malha da MRS, o Terminal Intermodal de Jundiaí (Tiju) ocupa uma área de 75 mil metros quadrados e, operado pela Contrail Logística, terá capacidade para movimentar 70 mil TEU (Twenty Feet Equivalent Unit, unidade padrão do segmento, que corresponde a um contêiner de 20 pés) por ano.

O Tiju está localizado em uma das regiões mais industrializadas do país: a 30 Km de Campinas e a 50 Km de São Paulo. Além da possibilidade de receber e enviar cargas pelas rodovias dos Bandeirantes e Anhanguera, o terminal se conecta diretamente a uma das ferrovias mais produtivas do mundo, com uma malha de 150 km até o Porto de Santos e 480 Km até os portos do Rio de Janeiro. A operação intermodal pode beneficiar especialmente indústrias ligadas à importação (de insumos) ou exportação (de bens acabados), localizadas em cidades próximas a Jundiaí e Campinas, como Cajamar, Louveira, Vinhedo, Valinhos, Itupeva, Salto, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Itu, Amparo e Itatiba.

Stadler, uma das locomotivas mais potentes do mundo

A movimentação de cargas por ferrovia no Porto de Santos tem crescido significativamente, de um total de 15,1 milhões de toneladas em 2008 para 113 milhões de toneladas em 2016 (importação e exportação). Atualmente, a participação do modal ferroviário no porto é de 27% do volume total movimentado e deve chegar a 40% nos próximos dez anos.

Somente no primeiro semestre de 2017, o volume das ferrovias no Porto de Santos cresceu 14%, se comparado ao mesmo período do ano passado. A movimentação de contêineres é um dos destaques na malha da MRS: com um aumento de 64% nos últimos três anos, o volume chegou a 79 mil TEU em 2016. Para 2017, a expectativa é de que o total chegue a 85 mil TEU.

“Este resultado é fruto de investimentos contínuos em duplicações, melhorias na via férrea, novos terminais e desenvolvimento de material rodante. A MRS investiu R$ 450 milhões, nos últimos cinco anos, em projetos como a Segregação Leste, aquisição de locomotivas especiais (Stadlers) para a transposição da Serra do Mar, duplicação do trecho Perequê-Santos, ampliação do pátio de Santos, entre outros projetos estruturantes para a Baixada Santista”, destaca o gerente geral de Negócios – Carga Geral, Guilherme Alvisi.

Trecho da Segregação Leste

Em um cenário econômico de baixo crescimento e de busca por eficiência, a ferrovia oferece baixo custo, previsibilidade, acesso sem filas aos portos, um nível elevadíssimo de segurança operacional (baixo índice de acidentes) e da carga (índices quase nulos de roubo) – estes dois itens reduzem também custos com seguros. Além disso, o transporte ferroviário tem baixo impacto ambiental (uma composição ferroviária, com 21 vagões, transporta o equivalente a 42 caminhões).

Pulmão de cargas

Com sua localização privilegiada e com a integração entre modais de transportes, o Tiju também reduz custos dos clientes com armazenagem de cargas, uma vez que os contêineres podem ficar na área da Contrail, liberando espaço nos estoques das indústrias. Dessa forma, o empreendimento funcionará como um “pulmão logístico”, regularizando o fluxo operacional e evitando grandes picos de demandas.

Por conta de suas características, o terminal pode beneficiar especialmente empresas do segmento de tecnologia e eletrônicos, que têm fábricas na Zona Franca de Manaus e utilizam o serviço de cabotagem (navegação doméstica) para distribuir seus produtos na região de maior consumo, a Grande São Paulo. Outras indústrias que podem ter ganhos logísticos são as que utilizam insumos importados, aproveitando o fluxo de retorno dos trens do Porto de Santos no sentido do interior.

E como este terminal terá um movimento significativo de contêineres, praticamente qualquer tipo de carga pode ser transportada pelos trens: desde commodities agrícolas até produtos com médio e alto valores agregados. Dentro do contêiner, a carga pode passar pela rodovia, ferrovia e marítimo de uma forma bem prática.

Do porto à porta

A Contrail vai operar toda a gestão do transporte feito por meio do terminal, desde o porto até a porta do cliente. E, ao longo de 2018, o Terminal Intermodal de Jundiaí também deve operar cargas com origem ou destino no Rio de Janeiro, por meio da malha ferroviária da MRS.

“Acreditamos que o transporte multimodal é a solução logística mais eficiente e sustentável e a melhor escolha nas operações envolvendo o Porto de Santos. Com a economia voltando a crescer, é fundamental para o mercado ter uma alternativa ao modal rodoviário, com custo competitivo e outras vantagens”, diz Rodrigo Paixão, CEO da Contrail.

Solenidade de lançamento

A Prefeitura de Jundiaí realizará uma solenidade de lançamento do terminal, na próxima terça-feira (28/11) às 9 horas, no Paço Municipal (Avenida da Liberdade s/n°, Jardim Botânico).
O Terminal Intermodal de Jundiaí fica na Avenida Antonio Frederico Ozanan, 1.805 (Jardim Shangai).

Por MRS