13.04.2018 às 17:58

Números mostram que ferrovia pode ser a melhor alternativa logística para empresas da Região Sudeste

Um bom exemplo é a rota ferroviária Rio-BH que, em apenas três anos, apresentou um crescimento de mais de 1.100%.

Já são mais do que conhecidos os desafios do sistema rodoviário de carga na região Sudeste, como o congestionamento das principais vias e os altos índices de roubo de carga. O que nem todo mundo sabe é que o share da ferrovia está aumentando e mudando o cenário de transporte em alguns eixos estratégicos, como é o caso da rota ferroviária Rio-Belo Horizonte que, nos últimos três anos, apresentou um incremento no volume de produtos industrializados de 1.144%. Saiu de mil TEU transportados, em 2014, para quase 12 mil, em 2017.

“Atualmente, temos trens praticamente diários para atender à demanda crescente dos clientes”, revela Rodrigo Carneiro, gerente de Pós-Venda de Industrializados da MRS. “Magnesita e CBMM são dois dos nossos principais clientes nesta rota. São exemplos de empresas com foco simultaneamente em qualidade, representada por confiabilidade, segurança operacional etc. e custo competitivo, com as quais estamos crescendo período após período”.

Esse crescimento é fruto da busca das empresas por eficiência nas suas cadeias logísticas e do esforço que a MRS tem feito para o incremento do transporte de cargas industrializadas pela ferrovia.

“São várias as iniciativas que estão sendo conduzidas neste sentido, como a adaptação de vagões gôndola para o transporte de contêineres, trens expressos com horários pré-definidos que geram previsibilidade ao mercado, além de investimentos em obras como a Segregação Leste e a ampliação do pátio ferroviário de Santos, que dá acesso, sem filas, ao maior porto da América Latina”, ressalta Guilherme Alvisi, gerente geral de Negócios – Carga Geral. “Especificamente na rota Rio-BH, temos uma estratégia de desenvolvimento de novos parceiros, com cada vez mais terminais multimodais à disposição dos nossos clientes. Não importa mais a distância até o tronco ferroviário. Hoje, conseguimos desenhar soluções para uma área muito mais abrangente do que no passado recente”, completa.

Ao todo, em 2017, a empresa transportou 84 mil TEU, mais um recorde anual no segmento de contêineres, o que fez a companhia chegar a um aumento de 65% no acumulado dos últimos três anos. O resultado consolida a empresa como uma das maiores transportadoras terrestres de contêineres do Brasil e é a solução de maior valor para fluxos com origem ou destino na região Sudeste.

“Nosso próximo desafio é aumentar o volume de transporte de produtos industrializados na rota Rio-São Paulo, que ainda não é aproveitada, em sua plenitude, pelo mercado. Temos capacidade e bastante espaço para crescer, afinal de contas, estamos conectando as duas maiores metrópoles brasileiras pela ferrovia”, finaliza Alvisi.

A MRS possui um canal de contato para que os possíveis clientes que queiram usufruir das vantagens que a ferrovia oferece.

*Twenty Feet Equivalent Unit, a unidade padrão do segmento, que corresponde a um contêiner de 20 pés

Por MRS