29.07.2019 às 10:20

Técnicas de PNL elevam foco e atenção de controladores no CCO

“Atenção: atividade crítica”. A comunicação via rádio entre controladores de tráfego e maquinistas durante o processo de licenciamento requer atenção redobrada e, por isso, começa com essa frase para aumentar o foco dos envolvidos. Essa é uma das técnicas de Programação Neurolinguística (PNL) que estão sendo utilizadas no Centro de Controle Operacional (CCO) da MRS desde novembro de 2018.

A PNL surgiu na década de 70, nos Estados Unidos da América (EUA), por meio de pesquisas de Richard Bandler (analista de Sistemas) e John Grinder (linguista). A dupla estudou os mecanismos do funcionamento da mente de pessoas de sucesso com a intenção de desvendar como o cérebro pensava e o corpo reagia diante de determinadas situações. Segundo o especialista ferroviário Francisco Lima, depois de estudos detalhados sobre o método, a equipe do CCO envolvida com o projeto definiu quais as técnicas tinham maior potencial para melhorar o processo de comunicação nas atividades de licenciamento

“Na rotina de trabalho, temos atividades que exigem maior atenção dos colaboradores, como circulação com sistema de sinalização inoperante, circulação por linhas não habituais, circulação em linha ocupada em trecho não sinalizado, entre outras. Por isso, identificamos algumas técnicas que poderiam contribuir para elevar o nível de atenção e ampliar o escopo de ferramentas de segurança já aplicadas na operação de controle do tráfego ferroviário”, explica. “Uma das técnicas de PNL definidas para o processo de licenciamento e que requer uma atenção redobrada é o ‘gatilho’. Ao iniciar a comunicação via rádio com a frase ‘Atenção: atividade crítica’ e usar entonação de voz adequada para transmitir uma mensagem crítica, o controlador de tráfego consegue amplificar a atenção dos envolvidos e reforçar a importância daquela mensagem”, exemplifica Lima.

Além do “gatilho”, outro método praticado é o de “âncoras mentais”. Sempre que os interlocutores ouvem ou emitem a frase gatilho, são levados a recordar, automaticamente, de ocorrências de incidentes ou acidentes que serão evitados com um estado de atenção maior, exigido naquele momento. Segundo Lima, todas as equipes passaram por treinamento antes que as técnicas passassem a ser usadas no dia a dia.

“A receptividade foi favorecida pela cultura de segurança que temos na operação da MRS. Não tivemos dificuldades na implantação, foram feitos treinamentos com as equipes e, na sequência, as técnicas entraram em execução. A PNL foi somada às demais ferramentas de segurança já aplicadas no trabalho de controle do tráfego ferroviário e a técnica ‘Apontar e Falar’, já usada no CCO, foi fortalecida em situações de cunho crítico. Um maior nível de atenção e clareza na comunicação em situações críticas de licenciamento foi observado por meio de programas de Observação e Acompanhamento de Tarefas no CCO, o que corrobora com a percepção de um aumento de engajamento dos operadores de trens com relação por conta do entendimento da relevância das técnicas”, pontua.

Essas técnicas, como a “Apontar e Falar” e a metodologia da PNL, estão gerando bons resultados e vêm sendo percebidas por colaboradores de outras áreas da MRS, que possuem interface com o CCO. Além disso, a aplicação prática das técnicas também vem sendo apresentada a profissionais de outras empresas, que solicitam visitas à MRS para aprofundar conhecimentos, motivados, principalmente pela simplicidade e pela eficácia das ferramentas. No dia 11 deste mês de julho, colaboradoras da Vale estiveram no CCO, no prédio administrativo de Juiz de Fora (MG), para conhecer a aplicação.

Por MRS