Manutenção e pintura de locomotivas geram cerca de R$ 300 mil de receita para a MRS

A MRS vai arrecadar aproximadamente R$ 300 mil de receita pelo serviço de manutenção e pintura de seis locomotivas transferidas à Ferrovia Transnordestina Logística S.A. (FTL), movimentação autorizada pela União. O acordo foi fechado entre as partes no mês de março e, em maio, foram iniciados os serviços na Oficina de Locomotivas do Horto Florestal (MG).

O coordenador de Receitas Alternativas, Felipe Tavares, explica que a iniciativa surgiu de uma necessidade da FTL em adquirir locomotivas modelos SD-18 e SD-38, produzidas pela General Motors (GM). Segundo ele, como os ativos já estavam em estoque na MRS, foi vantajoso para a empresa transferi-los.

“Nossa alternativa inicial foi pela locação dos bens, porém, por serem locomotivas arrendadas e estocadas, a própria FTL sinalizou a possibilidade da transferência dos ativos junto à ANTT. Assim, negociamos os serviços de manutenção, fresagem de rodas e pintura, o que gerou a receita para a MRS”, explica Tavares.

As seis locomotivas foram arrendadas em 1996, ano em que foram assinados os contratos de Concessão e de Arrendamento. A transferência dos ativos, no entanto, não implica em diminuição da capacidade produtiva da MRS.

“Transferir estas locomotivas não significa que estamos diminuindo nosso volume transportado, pelo contrário, temos hoje uma capacidade de tração bastante superior à que tínhamos no início do contrato. Recebemos 390 locomotivas em 1996 e hoje temos 887, o que mostra que houve, inclusive, aquisição de novos modelos durante os anos de operação”, explica o analista de Regulação Pedro Hartfiel.

Pintura e manutenção

Para serem transferidas à FTL, as locomotivas precisaram passar por manutenção e, por meio de negociação entre MRS e FTL, os ativos também passaram pelo processo de pintura, com cores e logomarca da Transnordestina. A previsão é que o serviço seja concluído até o final de junho.

O coordenador de Manutenção de Material Rodante do Horto Florestal, Lincoln Andrade, explica que a atividade foi complexa e que, apenas para a primeira locomotiva, foram necessários dois meses de trabalho, entre planejamento e execução, para concluir as etapas.

“A entrega do projeto vem sendo motivo de muito orgulho para os colaboradores de Manutenção de Locomotivas do Horto Florestal pelo desafio que ela representou. A pintura e o layout foram novidade para a equipe, que fez uso da nova e moderna cabine de pintura do Horto Florestal”, destaca Andrade.

Por MRS