Trabalho bem sucedido: equipes MRS desenvolvem solução para facilitar manobras com diversas combinações de vagões no pátio do Arará

Um raio de curva muito apertado no Pátio do Arará (Rio de Janeiro / RJ) impedia algumas combinações de locomotiva e vagão, o que trazia impactos para os trabalhos de manobra das composições, exigindo tempo adicional na atividade e gerando perda de eficiência no atendimento aos clientes, além de maior morosidade na formação de trens de partida.

Para solucionar a questão, havia dois caminhos possíveis. Realizar uma robusta obra civil para ajustar a curva, opção que demandava recursos elevados e exigiria a paralisação das atividades do pátio em algum período, ou estimular que um trabalho conjunto das equipes MRS – Pátios e Terminais, Engenharia de Via, Malha Ferroviária e SMA – encontrasse uma solução menos cara e que não trouxesse impactos à operação ferroviária. O segundo caminho foi escolhido e os resultados não poderiam ser melhores: a equipe desenvolveu um ajuste definitivo para o caso. Todo o trabalho foi concluído em dezembro de 2019.

“Encontramos uma solução perene, 100% desenvolvida por nossos profissionais. Por meio de estudos e simulações eles conseguiram identificar que mudar o tipo de AMV e a sua posição seria suficiente para reduzir o risco de descarrilamento e, consequentemente, aumentar a segurança na operação ferroviária”, afirma o gerente de Manutenção de Via Permanente e Eletroeletrônica, Renato Bahia.

Bahia explica que a via de acesso ao pátio foi projetada há décadas, pronta para atender a um perfil de locomotiva e vagão. Com a evolução das máquinas e o surgimento de novos modelos, como os usados pela MRS, o raio da curva trazia limitações. Agora, o ajuste implementado pela equipe MRS atende às demandas das atuais locomotivas.

As obras levaram três semanas de duração, incluindo o período para estudo do desenho da solução completa e os testes comissionados. O principal resultado desse esforço é a economia diária de até quatro horas de manobras que podem ser empregadas para um melhor uso do pátio e consequente aumento de capacidade dinâmica.  Além disso, duas locomotivas que ficavam à disposição para a realização de manobras no Pátio do Arará puderam ser encaminhadas para outras atividades.

“Adotamos uma postura de grande inconformismo com a situação. Retiramos as discussões do ambiente de escritório e todos foram discutir a solução no local do problema. Cada área com suas considerações, buscando a melhor solução possível para os clientes”, destaca o gerente de Pátios e Terminais RJ, Thiago Fernandes. “Fizemos vários cálculos, testes, medições detalhadas e saímos com algumas versões. Optamos por insistir em uma delas e, com apoio do time de SMA e de Via Permanente e com um orçamento bem justo, fomos testando, errando, ajustando, testando novamente, até chegarmos ao modelo ótimo. O resultado foi excelente, o que era uma opção mitigadora se tornou solução definitiva graças ao empenho das equipes e, o melhor, a um custo infinitamente inferior aos orçamentos anteriormente levantados”, complementa Fernandes.

| Publicado em 07.02.2020

Por MRS