Você sabia que a roda do vagão é cônica? Sabe o porquê?
Um alinhamento interno realizado pela Gerência Geral de Vagões, nesta semana, respondeu a essa e a outras perguntas
Nos dias 15 a 17 de julho e 11 e 12 de agosto ocorreu o Treinamento Conceitual de Vagões. Os treinandos, colaboradores da Gerência Geral de Vagões com cargos não técnicos (gestores, coordenadores, assistentes e analistas ferroviários), receberam conceitos básicos sobre o tema. A resposta à pergunta título desta matéria, por exemplo, foi um dos aspectos abordados. E não é tão complexa como se imagina: em uma curva, a conicidade das rodas compensa a diferença entre a distância que a roda externa terá que percorrer em relação à roda interna.
Como as rodas são solidárias, ou seja, são fixas a um mesmo eixo e giram na mesma rotação, o aspecto cônico garante que, em uma curva, a parte da roda externa que toca o perfil do trilho tenha um raio maior, o que possibilita que ela percorra uma distância também maior. O vídeo, abaixo, ilustra com propriedade e simplicidade este conceito.
No vídeo acima, pode-se perceber que o único objeto que permaneceu nos trilhos foi o terceiro, que possuía estrutura cônica.
Além desta questão, foi explicado aos presentes que a perfeita aderência roda X trilho é aquela necessária para parar o trem sem travar as rodas dos vagões, mesmo que seja utilizado o freio de emergência.

Desenho esquemático do contato roda X trilho.
O que faz o trem não descarrilar?
Um conceito de suma importância sobre o processo de descarrilamento é a relação entre as forças Vertical (V) e Lateral (L) que atuam nas rodas de uma composição em movimento. A vertical é a força causada pelo peso do vagão. A lateral é oriunda da circulação do vagão.
O principal parâmetro para o descarrilamento é estabelecido pela relação L / V, sendo que a situação ideal de circulação é a seguinte: L / V atuante menor do que o L / V crítico, dado por uma fórmula muito conhecida entre os ferroviários especializados neste assunto, a equação de Nadal: